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Bem-vindos ao nosso sítio de História! Foram editados em Junho: De «O Capital», de Karl Marx, com notas e comentários nossos: Capítulo I, «A Mercadoria» (completo); Capítulo II, «Das Trocas» (completo). Queremos chamar a atenção para o facto de que as pesquisas etnográficas nas Trobriand, nomeadamente as de Malinowski, confirmam na prática o carácter absolutamente científico da análise do desenvolvimento histórico da mercadoria feita em O Capital (e na Zur Kritik). Aliás, lendo-se, por exemplo, a parte final do texto desta hiperligação, que se refere à forma mercadoria nas Trobriand, fica-se com a viva impressão de que o próprio Malinowski estava ciente do facto. Nesta edição comentada dos dois primeiros capítulos de “O Capital” referimos algumas dessas confirmações empíricas “trobriandesas” das leis elementares da mercadoria enunciadas por Marx (para as formas-valor I, II e a génese em potência da forma III). Todas as páginas da net que o desejem podem livremente reproduzir esta nossa tradução “glosada” de O Capital desde que não o façam com fins comerciais. Aproveitamos ainda para anunciar a criação de um grupo de debate no “Espaço da História” sobre O Capital, de Karl Marx. Quem estiver interessado em participar deverá contactar-nos por meio de e-mail (ver o nosso endereço em Contacto). ------------------- ACTUALIDADE ------------------- Páginas sobre a actualidade internacional e portuguesa: telesurtv, resistir.info, odiario.info, comuneiro, colectivo luta social, esquerda desalinhada, das páginas partidárias, avante, esquerda e, da imprensa diária portuguesa, um dos menos maus de todo, o público. ------------------------------------------------------------------ DAQUI A 1000 ANOS, OS PORTUGUESES AINDA ESTARIAM A “ESCOLHER” ENTRE O PS E O PSD PARA O GOVERNO DA REPÚBLICA (21/06/09) ------------ Nesta época, no tartufo trabalho do “enviesar” das lusas cabecinhas, um “ilustre e sábio” comentador de serviço na radiotelevisão é mais perigoso do que 100 sondagens viciadas juntas. A SIC é um caso perdido (com a honrosa excepção – há que lhe fazer justiça – de Mário Crespo). Além de ter feito uma campanha de vómito anti-CDU, a SIC tem a incrível pesporrência de, nas suas vedetas do comentário do perdigoto, unicamente contar com geniozinhos debitantes do PS, PSD e CDS/PP. Enfim, quanto à SIC, o melhor mesmo é mudar de canal na altura dos noticiários ou de ser-se quadrado pelos “einsteins” do círculo. Já na RTP a “coisa” pia mais fino. Aqui há dois “cidadões” – é claro que «cidadões» é erro morfológico, porém os termos têm de adequar-se à essência dos factos reais, não gramaticais –, ambos militantes de partidos, do PSD e PS respectivamente, um aos domingos, o outro às segundas, que vão massacrar as audiências até às legislativas com a treta de que a verdadeira escolha eleitoral deverá ser feita entre esses mesmos seus partidos. Com isto a Radiotelevisão Portuguesa está a promover as duas principais forças do neoliberalismo à custa de todos os restantes partidos, tendo ainda a distinta lata de nos servir o monstro governativo das duas cabeças travestido de bicéfalo comentador imparcial. E a cabeça do monstro que encolheu nas eleições europeias já descobriu o termo «partidos de periferia» para mimosear as forças à esquerda, Bloco de Esquerda e CDU, fingindo manhosamente que não percebe que estas, se juntarmos as suas votações, estão, para já, em 21,4%, portanto não muito longe dos 26,58% da desancada primeira cabeça do “bicho bicéfalo” neoliberal: a cabeça PS. Bom seria que a CDU e o Bloco deixassem de ser “pacientes” e exigissem, juntos, o fim da pouca-vergonha na RTP, reclamando a presença nos estúdios da dita, em horário nobre, senão de dois comentadores, pelo menos de um que represente, de modo fidedigno, os seus, respectivamente, 10,66% e 10,73% dos votos expressos nas eleições europeias. Nesta última circunstância, entre gente honesta e capaz, têm muito por onde se entender e escolher. |